Não adianta muito meter a cabeça debaixo da areia. O declinio do Ocidente é uma realidade e tem uma extensão que nos assusta, a nós que a ele pertencemos. O Ocidente está obrigado a uma remodelação dos seus valores redistributivos de uma riqueza cada vez mais escassa. É o momento que a todos se exige criatividade, sabedoria, inteligência porque , mesmo com niveis mais escassos de riqueza, não se pode deixar cair o estado social. Num futuro que é já hoje, todos vamos ter menos, vamos consumir menos, e todos, sem excepção, teremos de olhar de frente para momentos de pobreza que se aproximam. Não temos de ter medo das reformas, de atalhar caminhos novos, não é inteligente agarrarmo-nos agora a ideias modernistas, quando no tempo certo não atingimos nenhuma delas, não adianta agarrarmo-nos a cegueiras e a literacias económicas. Não temos nada que nos ajude. Não temos nós, nem tem a Europa. Mesmo essa, a do Norte, a dos bons, nada tem para oferecer a um...