sábado, 4 de maio de 2013

Paul Verlaine: um reencontro no FB

Tenho às vezes um sonho estranho e penetrante
Com uma desconhecida, que amo e que me ama
E que, de cada vez, nunca é bem a mesma
Nem é bem qualquer outra, e me ama e compreende.

Porque me entende, e o meu coração, transparente
Só pra ela, ah!, deixa de ser um problema
Só pra ela, e os suores da minha testa pálida,
Só ela, quando chora, sabe refrescá-los.

Será morena, loira ou ruiva? — Ainda ignoro.
O seu nome? Recordo que é suave e sonoro
Como esses dos amantes que a vida exilou.

O olhar é semelhante ao olhar das estátuas
E quanto à voz, distante e calma e grave, guarda
Inflexões de outras vozes que o tempo calou.


2 comentários:

sem-se-ver disse...

fáxavor de pôr copyright - o tema é de léo ferré (havia de ser de quem, hein??), mesmo que aqui cantado por outro caramelo qq

ver:
http://www.youtube.com/watch?v=gTxDlb-oOV4

cs disse...

ssv

não sei como não o encontrei. Estive para não colocar nenhum tube porque sabia que era do Léo F.

Obrigada, alteração feita :))