sábado, 4 de maio de 2013

E lembrei Arthur Rimbaud








A ETERNIDADE 
(trad. de Augusto de Campos)

De novo me invade.
Quem?-A Eternidade
É o mar que se vai
Como o sol cai

Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo

Das lides humanas,
Das palmas e vaias
Já te desenganas
E no ar te espraias

De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim,

Lá não há esperança
E não há futuro
Ciência e paciência, 
Suplicio seguro

De novo me invade
Quem?-A Eternidade
É o mar que se vai



2 comentários:

via disse...

Rimbaud. e pronto.

cs disse...

via

é mesmo.Uma das qualidades do FB. Não deixa cair no esquecimento o que é importante

:))