terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A vida de Adele ou azul, a cor mais quente








“L'amour est quelque chose de trop abstrait et d'indiscernable. Il est dépendant de nous perçu et vécu par nous. Si nous n'existions pas, il n'existerait pas. Et nous sommes tellement changeants... Alors l'amour ne peut que l'être aussi. L'amour s'enflamme, trépasse, se brise, nous brise, se ranime...: nous ranime. L'amour n'est peut-être pas éternel mais nous, il nous rend éternels... Par-delà notre mort, l'amour que nous avons éveillé continue d’accomplir son chemin.” 







Tudo começou com Julie Maroh, autora da BD que deu origem ao filme. Porém, não existe filme sem os comentários e relatos que envolveram a rodagem do filme.
 Nem sei se existe galardão sem os comentários. Claro que existe, para os cinéfilos.

Entre o olhar na passadeira (onde de forma perfeita Adéle mostra aquilo que será daqui para a frente a imagem do “amor à primeira vista”, a luz) e que resulta de uma enormidade de horas de filmagem repetidas até à “perfeição” e os 700 “takes” de onde surgem duas importantes cenas de sexo (realizadas num espaço com 3 câmaras, técnicos, holofotes - luz-realizador) numa procura de fixar em imagens em movimento o desejo ou a NATUREZA.

Na memória fica Adéle. O olhar  num rosto.  Um rosto, um olhar. Adéle. E os beijos. Os beijos de Adéle.

De Emma fica a ideia de uma relação desigual e de umas parcas pinceladas pelas artes não muito elaboradas e com uns lugares comuns não muito audíveis, num cabelo “azul, a cor mais quente”. Do casal é sugestiva uma relação desigual, entre a arte e o esparguete à bolonhesa. Tudo confinado a uma relação de desejo lésbico.


Entre uns desenhos de duvidoso gostos da Emma e a consagração da arte na exposição final,  passeia pela nossa frente a relação das duas até à expulsão de Adéle de casa e da vida de Emma. No fim, Emma, que já não ama e ou nunca amou ou amará na vida e Adéle, entre ranho e fungadelas surge-me como “o amor”

cs

5 comentários:

via disse...

É um filme tocante, íntimo e intenso. Às vezes um pouco incómodo mas perseguindo uma verdade, uma autenticidade que é tocante. as actrizes são mto boas e balanço geral gostei muito. Bom Ano!

cs disse...

via

eu gostei muito, também. A procura da verdade, sim,incomodo não diria. Uma leitura cinematográfica que procura e conseguida, no olhar do que é "o amor á primeira vista" e no que é "a natureza do amor" que acredito ficará para a história do cinema. Qualquer amor convèm frisar, porque o amor é sempre o amor. Outra mais valia do filme.
Espero que não passe aqui ninguém muito entendido em cinema porque posso estar a dizer uma verdadeira heresia

cs disse...

Hoje estive numa pequena plateia onde alguém, muito poucochinho, utilizou este post, fê-lo seu e escarrapacha perante os presentes tudo o que aqui escrevinhei , e pior, a sua leitura do filme foi esta e nem salvaguardou, qualquer coisa tipo, li isto e concordo. Expressões retiradas em modo "copypaste" . Incrivel
De repente surge-me uma imagem horripilenda e senti um nojo desgraçado.

sem-se-ver disse...

quem?

cs disse...

cusca