domingo, 11 de dezembro de 2011

O sentido do fim de Julian Barnes





“Naquele tempo imaginávamo-nos fechados numa espécie de redil, à espera que nos saltassem para a vida. E, quando o momento chegasse, as nossas vidas – e o próprio tempo – acelerariam. Como podíamos saber que, de qualquer modo, as nossas vidas já haviam começado, que já levávamos vantagem, que algum dano já fora infligido? E também que a nossa libertação seria simplesmente para um redil maior , cujas fronteiras eram no início indiscerníveis. Entretanto tínhamos fome de livros, fome de sexo, éramos adeptos do mérito e da anarquia.”

 Barnes,J. O Sentido do Fim. 2011:3.
Trad.de Helena Cardoso Quetzal Editores


Lidas meia dúzia de páginas. Sinto algum rebuliço interno.
Uma qualquer sensibilidade me desperta para a ideia de um fim onde a condição humana se revela revolta em algum entulho.

A ler. A ler.

1 comentário:

mfc disse...

Os horizontes e a área de actuação pode alargar-se, mas os comportamentos são os mesmos... não evoluem!