domingo, 27 de março de 2011

Doenças que sublinham os corpos

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"(...) no joelho da senhora Chauchat , na curva das suas pernas, nas suas costas
e vértebras cervicais, nos braços que comprimiam os pequenos seios-,
numa palavra, no seu corpo, nesse corpo langoroso e sublimado ,
extraordinariamente sublinhado pela doença, um corpo que a doença
reduzira de novo a corpo."

Thomas Maan in Montanha Mágica, V Cap., Liberdade 1924:262






ao som de : Yamandu, Guinga,
Ulisses Rocha,
Daniel Sá, Renato Borghetti

8 comentários:

S* disse...

Lamento... o corpo não resiste.

cs disse...

S
à doença talvez não, mas enquanto a doença o sublinha ele reinventa-se.

Bípede Falante disse...

O corpo, às vezes, é mais esperto que a mente.
beijos

cs disse...

Bipede

qual dualidade! o corpo reconstituinte até resistir, será mais por aí, acho que para o Castorp, era mesma a leitura da doença no corpo da amada, relacionada com o tempo.
Adoro este livro :)

Graça Pires disse...

Um corpo inteligente... Li há muitos anos "A Montanha Mágica" e é magistral e encantatório...
Beijos.

cs disse...

Graça
é sim. Associando o corpo translúcido e a objectividade mecânica que o inicio do séc XX trás para a medicina, é algo que me vai fascinando. Desta vez, a Montanha (sanatório), contrapondo com a planície (onde se inalava o bacilo da Tuberculose), é objecto de estudo para mim.

mfc disse...

E somos sempre corpo...

cs disse...

mfc
a leitura da doença descorporiza-nos, acho eu!!