Avançar para o conteúdo principal

Erik Poppe e Juliette Binoche


Hoje vi um filme belíssimo. Sim, hoje vi um filme belíssimo. 
Mil vezes Boa noite vive sobre o ressentimento daqueles que preferem saber o paradeiro de Paris Hilton do que das guerras que afligem o planeta,e embrulha tudo isto num drama doméstico. 
Não são necessários grandes diálogos, apenas a câmara seguir Juliette Binoche, seguir o olhar de Juliette Binoche, aqui absolutamente sublime.  Desde do salto de um camião para assistir a um funeral, do que viria a ser uma mulher bomba até à explosão no meio de uma multidão. Aquilo de que falo é de uma fusão de sentidos, entre Rebecca e a trama. Todos os ambientes passam pelos sentidos de Binoche, e até algumas frases planfetárias, como li algures,aqui tornam-se naturais e é no silencio que tudo se desenrola.
É na fotografia que ela impõe o limite, na próxima fotografia e como diz Rebecca: "Quero que, pela manhã,  os que estão a tomar café e a ler o jornal se engasguem até reagirem."





Comentários

Graça Pires disse…
Fiquei cheia de vontade de ver o filme. Obrigada pela sugestão.
Beijo.
Maria Eu disse…
Verei, sem dúvida!
Obrigada!
M,Franco disse…
É na verdade um belíssimo filme.
E faz-nos pensar. A música final
é linda. É um filme europeu que
consegue romper na catadupa de
estreias americanas.
Este filme e outro que passou já
no ano passado "IDA", ficarão na
minha memória.
Boa tarde.
cs disse…
Graça

tente não perder
cs disse…
Maria Eu

:) Adorei o seu blogue:)
cs disse…
Maria Franco

perdi o IDA, e como não gosto de ver cinema na tv nem no pc espero uma reposição. Coisas que já não se usam :(
cs disse…
Maria Franco

e seja bem vinda :)

Mensagens populares deste blogue

Lispector, C., parte 1

A paixão segundo G.H. (1965) – – – – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi — na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro. Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser — se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele. Perdi alguma coisa que me era essencial, e que ...

"Cartas grandes porque não tenho tempo de escrever pequenas"

Eu nunca sei, neste ou naquele caso, o que sentiria.  Às vezes nem mesmo sei o que sinto. ( …) O meu estado de espírito actual é de uma depressão profunda e calma.  Estou há dias, ao nível do Livro do Desassossego. E alguma coisa dessa obra tenho escrito.  Ainda hoje escrevi quase um capítulo todo. Pessoa, F., 1914,   Cartas de Fernando Pessoa a  Armando CôrtesRodrigues (Introdução de Joel Serrão) Lisboa:Conflu~encia, 1944  . 3ª Ed. Lisboa:Livros Horizonte, 1985-36