terça-feira, 25 de junho de 2013

1984. Porque comecei a gostar de ficção?





Estive tentada a fazer um post com algumas das capas do livro 1984 , de Orwell.


1984 de George  Orwell, publicado em 1949 pela primeira vez, e O Admirável Mundo Novo , de A. Huxley, de 1932 são duas obras que se centram em tecnologias bastante diferentes mas que moldaram o mundo durante grande parte da segunda metade do século XX. De Aldous Huxley outra altura falarei.

1984, é um livro de ficção, e centra a sua análise no que hoje chamamos o mundo da informação. Defendia que o desenvolvimento destas tecnologias as tornariam responsáveis pelo sucesso de um vasto poder totalitário, sobrevivia num telescreen, um ecrã plano do tamanho de uma parede, que podia, ao mesmo tempo, enviar e receber mensagens de cada casa para um Big Brother  que nos sobrevoava a todos. Esta informação era toda centrada num Ministério da Verdade e do Amor.  Permitiria centrar toda vida social, porque facultava ao governo a supressão da privacidade porque monitorizava todos os atos e palavras por um complexo sistema de cabos e ligações.

Mas o ano de 1984 surge-nos um mundo diferente. É o ano em que surgem no mercado os PCs pessoais, que conjuntamente com a internet, impedem que estas tecnologias se tornem num instrumento centralizador do poder e de tirania tendo o efeito contrário. 

A democratização do acesso à informação  e a descentralização da política promovem, em vez de “...um BB que a todos vigia, todos podem usar o PC e a Internet para vigiar o BB” (Fukuyama, 2003). 

O efeito destas tecnologias de informação tendem a ter um efeito de enfraquecimento dos regimes totalitários, ao contrário daquilo que Orwell ficcionou.


4 comentários:

Magnolia disse...

Vim aqui agradecer o comentário que deixou ao Primeiramente no blog da Via
È um prazer imenso poder partilhar as palavras e os poemas que mais gosto.
Obrigada

via disse...

Não cheguei ao fim do livro mas é um marco, nele podemos ler a esquizofrenia da sociedade quando se torna controladora. Há um livro do Ray Bradbury muito bom, sobre o mesmo tema, 410 Farenheit, deu origem ao filme do Truffaut com o mesmo nome.

cs disse...

Magnolia
Ora essa. Nada a agradecer. Eu é que agradeço as suas composições. :)

cs disse...

Via

Olha que boa dica.