segunda-feira, 15 de abril de 2013

Parabéns Leonardo!







[1]Ciência e Arte, desde a Antiguidade, comungam interesses pela representação anatómica do corpo humano. Os cientistas trabalham na tentativa de desvendar os mistérios entre vida , corpo e doença (morte); os artistas perseguiram a proporção, a beleza e o ponto exato que permite aproximar os Homens dos Deuses
Da anatomia pré-renascentista à cultura visual do Renascimento e à representação visual das ilustrações anatómicas procurou-se fundamentar racionalmente a beleza através dos cânones das respetivas épocas. No século I a.C. Vitrúvio,arquiteto romano, com o seu modelo teórico articula o corpo humano com a arquitetura, a matemática e a geometria.
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[1] Excerto de um artigo meu em construção








O “Homem Vitruviano” é fonte de inspiração de artistas da Idade Média e do Renascimento. O Renascimento regressa ao ideal clássico da “mimesis”[1], mas adopta modelos de representação universal muito rigorosos e complexo cuja vitalidade estava longe das representações medievais. Da Vinci (1452-1519)  em 1487 faz o seu HV e  compagina num só movimento corporal e numa única imagem , os dois esquemas que o arquiteto tinha esquematizado separadamente – o corpo no circulo e o corpo no quadrado – e resolve o conflito do corpo com a geometria, da arquitetura com o movimento, da arte com a ciência.




[1] Platão e  Aristoteles  viam, na mimesis, a representação  “da natureza”. Contudo, para Platão toda a criação era uma imitação, até  mesmo a criação do mundo era uma imitação da natureza verdadeira (o mundo das idéias).  Já Aristóteles via o drama como a “imitação de uma ação”. Como rejeita o mundo das idéias, ele valoriza a arte como representação do mundo.  Também foram Platão e Aristóteles que diferenciaram mimesis de diegesis . Diegesis não é a representação do real através da arte, mas a encenação, os atores que descrevem eventos e atuam. É na diegesis que o autor leva o espectador ou leitor diretamente a expressar livremente sua criatividade, fantasias e sonhos, em contraste com a mimesis. Diegesis pode ser entendida, ainda, como “contar”, o autor narrando a ação diretamente e descrevendo o que está na mente dos personagens, suas emoções, enquanto a mimesis é vista como “mostrar” o que está acontecendo com as personagens através de seus pensamentos e suas ações. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mimesis

(bibliografia cedida quando requisitada por email)


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