terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nikolaj Kpernik




Era o nome daquele que é conhecido como Copérnico. Nascido em 1473, tornado padre em finais do século XV, também foi soldado, médico e administrador. Mas a sua paixão era a astronomia.


Copérnico, nunca se deixou convencer pela teoria de Ptolomeu, a teoria geocêntrica, que coloca a Terra no centro do Universo. Sempre desconfiado e apelidando-a de pouco satisfatória e complicada. Elaborou, em 1533, uma teoria, não menos errada e não menos complicada que a de Ptolomeu. Tem um mérito, no entanto, inicia um paradigma que permite que os sucessores pudessem, sobre o seu trabalho, evoluir.







Alguns dos seus conceitos só foram explicados por Isaac Newton, um deles prendia-se com o facto observacional, se um objeto fosse atirado na direção do Sol , não seguia na sua direção , como deveria ser se o sol fosse o centro do Universo. 

Outro argumento era a explicação da paralaxe estrelar visível. Se esticarmos o braço segurando um lápis na vertical  e olharmos, alternadamente, para o polegar com dos olhos, direito e esquerdo, parece que o polegar muda de posição em relação a um ponto. Quanto mais afastado o lápis estiver dos olhos inferior é o angulo de paralaxe.

Defende Copérnico que se a terra girasse em torno do Sol e as estrelas fixas não estivessem à mesma distância do sol, teria de observar-se paralaxe quando a Terra estava de um lado e do outro o Sol  (como cada um dos olhos está de um lado do nariz), o que não se verificava com os instrumentos da época (essencialmente os olhos). 

A verdade é que o modelo de Copérnico explicava as retrogradações com uma facilidade notável sem serem necessários quaisquer artificialismos, como se verificava no modelo de Ptolomeu e é este, diria, o seu maior sucesso. No entanto, um modelo que se complicava quando se quis avançar na reprodução da velocidade dos planetas, tornando-se tanto ou mais complicado que o de Ptolomeu.

Isto tudo para dizer que gosto de Copérnico.

:)