quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Poema de Alberto Caeiro


Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.


Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.


Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.

Além disso, fui o único poeta da Natureza. 



Como eu gosto dos sentidos em Pessoa.
Como eu gosto dos "chutos" que ele dá ao pensamento

7 comentários:

teardrop disse...

Um génio :)

cs disse...

concordo:)

S* disse...

Eu prefiro o "Pedras no caminho", mas este também é lindo.

cs disse...

S*

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

Ysa disse...

Adoro-o! Não pensa, logo existe ;)

cs disse...

Ysa
seja bem vinda.
:)

nobady's listen disse...

lindo ... Caeiro no seu melhor <3