A paixão segundo G.H. (1965) – – – – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi — na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro. Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser — se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele. Perdi alguma coisa que me era essencial, e que ...
Comentários
contava exactamente com esta tua reacção.
beijo.
Institucionalmente ainda esta semana levei uma chapada sem mão. Penso mesmo que são das zonas mais nebulosas que existem. Sen nunca dar confiança tiveram a ousadia de me incomodar para o telemovel a solicitarem um texto comemorativo ( alguém sem a noçao do que é escrever um textos cientificamente sustentado) e sem me passarem cavaco não o utilizaram e, ingenuamente, ainda perguntei, chegada a data, onde o tinham públicado.
Enfim... envergonham-me certas atitudes. Não as gostaria de classificar de baixo nivel nem de falta de educação. Acho que é mesmo relaxe e ignorância. Esperteza saloia que tem a cadeira
tb fiquei. Ouvi duas vezes.
E o herói como vai?
bjinhos
A caminhada é bem longa. Estamos ainda muito longe do fim.
E o meu Herói, está cada vez mais Herói!
Beijinhos