domingo, 4 de março de 2012

A separação de Asghar Farhadi






Fascinante o exercício que este roteiro alberga. Primoroso li algures e não me ocorre outro adjetivo.
Um argumento já de si interessante absolutamente envolvente quando introduz um elemento, Samin, rico em transgressões à religião e , igualmente, rico em fé.  A trama alavanca-se neste elemento que amplia a discussão. Sempre com a separação como fundo, que já era suficiente para um grande filme, este elemento enredado em cultura, religião e valores e dificuldades que a família alberga mente, inventa , denuncia e denuncia-se e, num dado momento, ficamos sem saber onde está a verdade. Essa procura da verdade, surge num elemento equilibrador, a filha. É aqui, na filha, que a relatividade da verdade não é só um viés, ela surge como algo não de todo absoluto mas sempre dependente do lado de quem conta a sua verdade e é disto que vive a história.
Um grande filme sobre verdade, honra, ética...acho eu que não percebo nada de cinema.

Outro galardoado com estatuetas.

3 comentários:

mfc disse...

Não deixarei de o ver... com o pé atrás se não terá nada a ver com a questão do conflito com o Ocidente!

Bípede Falante disse...

Sinto medo desse filme, mas terei de ver.
Bjss :)

cs disse...

Bípede

não tem que ter. Fascinante :)