A paixão segundo G.H. (1965) – – – – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi — na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro. Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser — se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele. Perdi alguma coisa que me era essencial, e que ...
Comentários
Votos de um bom ano, cs!
Abraço.
Abraço e Bom Ano, também. Aguardamos outros tantos durante este 2012 :)
A Shirley que adoro sim, já estaria numa fase penosa e dolorosa. Prefiro ignorar e pensá-la sempre como uma diva. E as Divas estão acima de qualquer imperfeição. :)
bjinho
sabem tão bem estas vozes femininas do Jazz né?
:)
(engraçado: apesar dos tempos lentos e da escolha de um repertório muito emotivo, nunca fico triste ao escutar Shirley Horn. melancólico, por vezes, sim;
triste, nunca :-)
conheço bem esse álbum. É o meu álbum de eleição.
Em Junho de 2007 escrevi sobre ela aqui
http://cincosentidosoumais.blogspot.com/2007/06/blog-post.html
e ainda num outro que não me recordo a data :)
CS
ainda para dizer que gosto muito dos seus sempre bem documentados comentários :)