A paixão segundo G.H. (1965) – – – – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi — na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro. Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser — se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele. Perdi alguma coisa que me era essencial, e que ...
Comentários
definiria com todo o gosto se o mundo fosse o mesmo que era quando andava sentada nos bancos do liceu.
Mudou.O mundo agora é um conjunto de Bancos, entidades financeiras que os governos emprestam dinheiro a 1 % e que emprestam aos Países a 4 ou 5%.
Um País é, absolutamente, um cliente que ou vale a pena ou é lixo.
Por isto questiono se existe alguma legitimidade ...mas não sou economista
até
cs
Querem transformar apenas a austeridade provisória em definitiva.
Este é um choque liberal promovido pelos "Chicago Boys" tal como fizeram no Brasil, Chile, Argentina e México com os resultados que se conhecem.