Numa recente conversa entre um grupo de pessoas ouvi alguém dizer “tenho muito carinho por ti”. No contexto dessa conversa o que me ocorreu, imediatamente, foi um trabalho fotográfico , de um artista brasileiro Gil Vicente, intitulado “os Inimigos”. Claramente, não existe carinho mas crueldade em certas frases.

A verdade é que o tema da violência nas obras de arte não é um exclusivo da nossa época. Existiu sempre este tipo de representação. Caravaggio é um dos que mostra a violência de forma singular.

o episódio bíblico da decapitação de Holofernes
Sabe-se que Caravaggio era um homem violento – e sabe-se que em duelos matava os inimigos e não em pinturas como o sr. Gil Vicente, Caravaggio fazia-o na vida real - os seus defensores a justificam a obra como realizada numa época em que tinha a cabeça a prémio, precisamente sobe a acusação de assassínio.
“Davi e Golias” é hoje uma das obras de arte considerada mais violenta.
Davi ergue pelos cabelos a cabeça decapitada de Golias. A cabeça decepada de Golias é o autorretrato de Caravaggio. Aqui está toda a originalidade e espírito macabro que lhe confere particularidade, numa admissão da sua culpa e quase que oferecendo a sua cabeça
É verdade que se admite que se uma obra nos causa alguma reacção, boa ou má, é porque é Arte. Eu admito que certas atitudes quando me causam determinadas “impressões” determinam o carácter de determinados indivíduos.

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