A paixão segundo G.H. (1965) – – – – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi — na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro. Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser — se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele. Perdi alguma coisa que me era essencial, e que ...
Comentários
Xiao-Mei, há pouco mais de 2 anos, numa entrevista ao Ípsilon: «Foi a música de Bach que me deu coragem para me tornar mais humana. Trabalhei as Goldberg durante cinco anos antes de as tocar em público porque é uma peça difícil. Acredito que temos de estudar durante longo tempo até conseguirmos passar algo para o público. Tal como a minha vida é uma obra muito rica, às vezes demonstra orgulho, outras é meditativa, melancólica ou cheia de humor. Está lá tudo.»
[http://thecatscats.blogspot.com/2009/06/zhu-xiao-mei-comovo-me-sempre-com.html]
beijoss
gosto muito destas Variações e gosto de ter assim comentadores cheios de coisas para me darem :))
amo de paixão :)
Lindíssimo!
é mesmo:)) volte