
A fotografia tem o seu aparecimento sempre associado à inquietude que sobre ela exerce a pintura, é o que acho.
Baudelaire: Manet mostrou-me recentemente a fotografia que trazia com ele à casa de Bracquemond. Eu lhe felicito, e lhe agradeço. Ela não é perfeita, porque a perfeição é impossível, mas eu raramente vi algo assim tão bom. Estou envergonhado de te pedir tantas coisas, e ignoro como eu poderia agradecer-lhe; mas, caso não tenha destruído esse clichê, faça-me algumas cópias dele. Algumas! quer dizer quantas você puder (6/10/1863).
Seria exagero dizer que Baudelaire estaria, nesse momento, disposto a comparar a fotografia às obras-primas da pintura. Em todo caso, ele parece reconhecer que alguns fotógrafos estão muito acima da mediocridade que apontava em sua crítica. E vale também perceber que, rendendo-se aos grandes retratistas, ele próprio não escapou ao encantamento narcisista que, anos antes, havia condenado duramente.
Baudelaire é um exemplo, rico posso dizer, quando falamos de história da Arte e história da Ciência. Quando falamos de objectividade mecânica e comunitária, Daston Lorraine e de Peter Galison de instrumentos ópticos, de instrumentos médicos ETC....
Deixo-vos aqui 3 sites interessantes, um donde tirei este texto e podem ler na totalidade
e saisdeprata e pixels e ainda grand monde
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