quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Uma válvula pode rebentar!


Trago, no meu porta-moedas, que arrumo aqui juntinho ao coração, notas em memórias. Poupadas, pois claro. Memórias que nenhum tribunal regateia. Que nenhum procurador assina através de um Oficial de Justiça, e manda colocar em Depósitos a Prazo. (Hoje sonhei com o riso frio/compreensivo/inexpressivo daquele oficial de Justiça. Hoje sonhei que ele se ria á gargalhada. E não ria sozinho).
Às memórias? Só eu sei como as usar. Só eu doseio o seu consumo. Reinvento-te em muitos tempos. Reinvento-te no teu último tempo.
Momentos existem, em que nada disto resulta. Sinto raiva.
Ele chora sossegadinho. Ele não quer que eu ouça. Ele sentiu mais uma desilusão.
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