terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Saúde não tem preço mas é muito cara.




A nossa Saúde não tem preço. Na minha vida, de profissional de saúde, tento, nunca me esquecer desta máxima, quando contacto com qualquer doente. Por experiência muito próxima sei o que ter Saúde é importante. A falta que nos faz alguém que nos deixa por falta de Saúde é tantas vezes irreparável. Não há preço que pague a Saúde de quem nos é querido.
Também, sei outra coisa diferente, não por ter feito alguma especialização em Gestão para a Saúde, os custos elevadíssimos que a Saúde fica aos Países, isto porque, se governar esta casinha (refiro-me ao meu T2 e a um filho, e nada mais) já é difícil, quanto mais uma panóplia de instituições hospitalares. Instituições cheias de profissionais nervosos e sequiosos de tudo e mais algumas botas. (adoro a parte das botas)
Todos os que nestas instituições trabalhamos (claro que o todos é a minha boa vontade, porque são poucos os que têm essa noção) sabemos que isto é insustentável por muito mais tempo.
Mas uma parte desta insustentabilidade está no falso sector privado que temos. Num sector que vive dos exames que faz com o Estado. Claro que vai ser precisa coragem para desmistificar as maravilhas da privada. E porquê?
Porque este sector chamado privado, que de privado só tem o nome, é o maior “mamador” de dinheiros públicos. Apoia-se, este sector dito privado (eu diria mais cirurgia dependente, exame de diagnóstico dependente, etc.), numa desorganização enorme do sector público, e é absorver tudo o que pode fazer para depois debitar ao Estado. Assim também eu monto empresas privadas.
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Ando muito pouco contente com esta fantochada. Quem se importa?




Pois….


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