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“... O mito trata do desconhecido; fala a respeito de algo para o que inicialmente não temos palavras. Portanto, o mito contempla o âmago de um imenso silêncio [...] o mito não é uma
história que nos contam por contar. Ele nos mostra como devemos nos comportar...”
(Armstrong, 2005, p.09).
“... O mito trata do desconhecido; fala a respeito de algo para o que inicialmente não temos palavras. Portanto, o mito contempla o âmago de um imenso silêncio [...] o mito não é uma
história que nos contam por contar. Ele nos mostra como devemos nos comportar...”
(Armstrong, 2005, p.09).
O que fica na retina dos olhos, nesta Pequena História do Mito, escrita por esta ex-freira especialista em assuntos religiosos, é sem duvida a síntese que ela faz no último capitulo.
Depois de no Primeiro Capítulo nos definir o Mito como algo essencialmente humano, da criação do humano, como alguma coisa que o humano tem necessidade para explicação do inexplicável, para explicação daquilo para o qual ele, humano, não consegue ou não conseguia, explicar.
Ou seja, é o Mito uma coisa eficaz, só em quanto consegue este objectivo. Ajudar os humanos nas suas dificuldades e conforto.
Com esta ideia para definir Mito, Karen Armstrong, passeamos pelos diferentes momentos da História, desde Pré- História até este último capítulo, situado já na Sociedade Moderna, e a Morte da Mitologia.
Afasta-nos desta tola visão do mitos Elvis e Monroe, e põe-nos os pés no chão.
Os custos que para esta nossa sociedade tem esta perda de status do Mito na vida da maioria de nós, seres que nos ligámos a um mundo alicerçado em bases económicas, da ciência e do logos.
Esta sociedade que acha o Mito uma inutilidade.
Um livrinho muito simples , de escrita muito fácil, e que a mim me deixou um olhar mais atento, informado e sobretudo menos leviano acerca do Mito.
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