segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tudo o que sobe deve convergir

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Assumo, eu nunca tinha lido nada de FLANNERY O´CONNOR. Nem sabia quem era. Depois de ler este livro fui ao GOOGLE pesquisar.

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O que achei desta Flannery é que tinha uma ironia na escrita fascinante. História após história deparo-me com uma inteligente e rebuscada forma de dizer as coisas provocando-me um sorriso. Ao longo do livro, ia pensando, gostava de ter dito isto desta maneira. De tão simples é tão inteligente.
Claro, que fora de contexto, pode não fazer sentido. A moralidade se calhar é adquirida, lá dirão se sim ou não os filósofos, mas a verdade, é que naqueles contextos que ela constrói tudo faz um sentido muito grande.
Quando descreve a virtude na mãe de THOMAS, e a forma como a analisa através da fala do filho é deliciosamente incisiva “... A minha mãe ridiculariza a virtude…”.
Neste mesmo conto, “OS CONFORTOS DO LAR”, ao falar com a mãe sobre a rapariga que ela trouxe para o seu lar, a dada altura diz THOMAS, ….” Mãe, existem pessoas que nascem sem um rim, outras sem uma perna e existe quem nasça sem moralidade…”.

Gostei.


E foi esta a minha companhia este fim-de-semana.

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