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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta a visão reside na retina dos olhos

Umbrellas

Clifton R. Adams Umbrellas, Miami Beach. 1930

Carol - Carter Burwell

Muito bonita esta história de amor. Blanchett, Cate. Sempre ela a encher a tela

A máquina e a imagem em movimento

Sou um olho. Um olho mecânico. Eu, a máquina, mostro-vos o mundo de um modo como só eu posso vê-lo. Liberto-me hoje e para sempre da imobilidade humana. Estou em constante movimento. Aproximo-me e afasto-me dos objetos. Rastejo debaixo deles. Movo-me colada à boca de um cavalo a correr. Caio e levanto-me juntamente com os corpos que caem e se levantam. Isto sou eu, a máquina,  manobrando entre movimentos caóticos, registando um movimento após outro, nas combinações mais complexas. Libero do limite de tempo e de espaço, coordeno cada um e todos os pontos do Universo, onde quer que eu queira que eles se encontrem. O meu caminho conduz à criação de uma nova percepção do mundo. Assim, explico, de uma nova forma, o mundo por vós ignorado. (Citação extraída de um artigo escrito em 1923, por Dziga Vertov, o realizador revolucionário soviético, in Berger, 1980,p. 21). 

Ilustrações anatómicas.

Valeria Finucci e Maurizio Rippa-Bonati, professores de história da medicina na universidade de Pádua,   recolheram uma série de ilustrações anatómicas,   visualmente deslumbrantes e tecnicamente muito complexas dos antigos compêndios de anatomia – abas anatómicas. Numa viagem por autopsias virtuais por um processo de desdobramento que simula disseções humanas. Imagem aproximadamente do século XVII. Esboços da história da medicna entre imagens e análise de discurso

Francis Bacon (1909-1992)

Na história da relação de Francis Bacon (1909-1992) com o retrato do Papa Inocêncio X, de Velázquez(1599-1660) o que fascina é   a relação de Bacon com a sua vida de tensão e transgressão entre a religião e o sexo, os seus tabus resultando a sua visão do mundo muito original. Bacon acompanha-me nos meus estudos sobre anatomia e os seus (dele) sobre o corpo. O corpo em Bacon   surge entre fantasias (pedófilas e masoquistas) que ainda hoje chocam. A sua ligação a técnicas de dissecação forense e o destaque que vai dando aos fluidos corporais como o sangue, bílis, urina etc. e a maneira como usa o espaço-corpo para os seus devaneios e exercícios de criatividade, sensibilidade e até pensamento são deveras ímpares.

Erik Poppe e Juliette Binoche

Hoje vi um filme belíssimo. Sim, hoje vi um filme belíssimo.  Mil vezes Boa noite vive sobre o ressentimento daqueles que preferem saber o paradeiro de Paris Hilton do que das guerras que afligem o planeta,e embrulha tudo isto num drama doméstico.  Não são necessários grandes diálogos, apenas a câmara seguir Juliette Binoche, seguir o olhar de Juliette Binoche, aqui absolutamente sublime.  Desde do salto de um camião para assistir a um funeral, do que viria a ser uma mulher bomba até à explosão no meio de uma multidão. Aquilo de que falo é de uma fusão de sentidos, entre Rebecca e a trama. Todos os ambientes passam pelos sentidos de Binoche, e até algumas frases planfetárias, como li algures,aqui tornam-se naturais e é no silencio que tudo se desenrola. É na fotografia que ela impõe o limite, na próxima fotografia e como diz Rebecca: "Quero que, pela manhã,   os que estão a tomar café e a ler o jornal se engasguem até reagirem." ...

Fevereiro 2015

encontrada na internet, sem autor "...morreste-me. Mas a memória guarda-me o teu cheiro, as tuas mãos e o teu sorriso. Estás em nós e eu estou em ti. Eu jamais seria eu sem a tua presença constante na minha vida. Comparência que eu gostaria de poder prolongar. Mantenho a memória acesa com pedaços de imagens que me fazem sorrir. Deixaste-te ficar em tudo... os teus movimentos, o eclipse dos teus gestos. E tudo isto é agora pouco para te conter. Agora, és o rio e as margens e a nascente; és o dia, e a tarde dentro do dia, e o sol dentro da tarde; és o mundo todo por seres a sua pele". José Luís Peixoto

Alice Vieira

"esperar que voltes é tão inútil como o sorriso escancarado dos mortos na necrologia do jornais e no entanto    de cada vez que a noite se rasga em barulhos no elevador e um telefone se debruça de um sexto andar sinto que ainda ficou uma palavra minha esquecida na tua boca e que vais voltar para a  devolver"

A Magia ao Luar, W.A.

A Magia ao Luar, de Allen, vive entre a razão e a ilusão.   Raramente Allen deixa a magia prevalecer à razão.   Aqui Allen confronta o seu lado de convicto ateu com uma enorme curiosidade pela vida espiritual. Um céptico que vê todas as suas certezas abaladas perante os feitos de uma garota com inegáveis poderes mediúnicos. O céptico, exclusivamente crente da ciência, cai num dilema existencial. Debate-se entre fé e racionalidade, entre Hobbes, Freud e Nietzshe e a ideia de que a vida é esta coisa sem sentido, por um lado   e por outro, a vida depois da morte. O que nos espera? A comédia está aqui, um personagem montado nas certezas da ciência e a ter de aceitar o outro lado, o lado dos tolos. E este facto, o lado dos tolos, permite a felicidade e a alegria. Não equilibrando a magia e a razão, antes olhando a magia como condição necessária para a vida de qualquer humano é o que fascina nesta obra de Allen. Ali para a Riviera frances...