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Mensagens

November Rain

When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin' when I hold you
Don't you know I feel the same
'Cause nothin' lasts forever
And we both know hearts can change
And it's hard to hold a candle
In the cold November rain
We've been through this
Such a long long time
Just tryin' to kill the pain
yeahh..
But lovers always come
And lovers always go
And no one's really sure
Who's lettin' go today
Walking away
If we could take the time
To lay it on the line
I could rest my head
Just knowin' that you were mine
All mine
So if you want to love me
Then darlin' don't refrain
Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain

Do you need some time
On your own
Do you need some time
All alone
Everybody needs some time
On their own
Don't you know you need some time
All alone

I know it's hard to keep an open heart
When even friends seem out to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn't time be out to charm you

Sometimes I need some time
O…

Nómada solidão

Justyna Kopania
pernoitas em mim e se acaso te toco a memória… amas ou finges morrer
pressinto o aroma luminoso dos fogos escuto o rumor da terra molhada a fala queimada das estrelas
… é noite ainda o corpo ausente instala-se vagarosamente envelheço com a nómada solidão das aves
já não possuo a brancura oculta das palavras e nenhum lume irrompe para beberes…
Al Berto

Os meus verdes, a tuberculose deles

cs
Pneumotórax Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico: — Diga trinta e três. — Trinta e três… trinta e três… trinta e três… — Respire.
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado. — Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? — Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira


Alice Vieira

"esperar que voltes é tão inútil como o sorriso escancarado dos mortos na necrologia do jornais
e no entanto    de cada vez que a noite se rasga em barulhos no elevador e um telefone se debruça de um sexto andar
sinto que ainda ficou uma palavra minha esquecida na tua boca
e que vais voltar para devolver"

Mais silêncios

Dense wood - Don Resnick (b.1928)


"(...) vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areio  por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio."
Lispector , 1986:94 

Sábados

Igor Morsky

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém. Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível; com ele se entretém e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu, sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito, que o respirar de um só, mesmo que seja o meu, não pesa num total que tende para infinito.
Sei que as dimensões impiedosas da Vida ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo, nesta insignificância, gratuita e desvalida, Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
António Gedeão