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Mensagens

Simplesmente a consumir O2

Lucy, cujo ancestral é um tetrápode

19 de Agosto, Dia Mundial da Fotografia

Para muitos, as fotografias de Félix Nadar (pseudônimo de Gaspard-Félix Trounachon, 1820 – 1910), espelham uma certa excentricidade que, conta a história, fazia parte da sua personalidade. Jornalista e caricaturista, famoso pelos seus retratos e desenhos, mas mais que tudo pela sua imensa paixão pela técnica, ciência e aventura.
Mesmo no início da década de 1850, em que já era um fotógrafo de renome, foram as suas extravagâncias que mais são referidas na sua biografia. Um dos exemplos, mais emblemáticos, é o edifício onde se situava o seu estúdio, que por exemplo, foi pintado de vermelho, transformando-se rapidamente num ponto de encontro da elite intelectual de Paris.
cs

18 de Agosto de 2014

morreste-me. Mas a memória guarda-me o teu cheiro, as tuas mãos e o teu sorriso. Estás em nós e eu estou em ti. Eu jamais seria eu sem a tua presença constante na minha vida. Comparência que eu gostaria de poder prolongar. Mantenho a memória acesa com pedaços de imagens que me fazem sorrir.  Deixaste-te ficar em tudo...os teus movimentos, o eclipse dos teus gestos. E tudo isto é agora pouco para te conter. Agora, és o rio e as margens e a nascente; és o dia, e a tarde dentro do dia, e o sol dentro da tarde; és o mundo todo por seres a sua pele. José Luís Peixoto


Outros eus

quantos sou (?)
é o que me pergunto...
e me reconheço frágil
ou me desconheço forte,
indo para o sul
sempre buscando o norte,
sou poeta e professor,
sou pai e filho,
irmão, amigo e amor,
sou palhaço
e o que não sabe o que faço;
sou vários,
mas não sou todos,
sou muitos,
e não sei tudo.
talvez não haja cadeira suficiente
para meus eus.

Igor Ravasco

Outros eus.

autor desconhecido

"Sou os arredores de uma vila que não há, o comentário prolixo a um livro que se não escreveu. Não sou ninguém, ninguém. Não sei sentir, não sei pensar, não sei querer. Sou uma figura de romance por escrever, passando aérea, e desfeita sem ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar."
Bernardo Soares  in Livro do Desassossego