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Mensagens

24 de Fevereiro de 2014

Vou até ao cimo,  conto-te tudo choro e rio vejo-te, olho-te e desço  sorrio e levo a "carta a Garcia”. (cs)

“A nossa visão do mundo é o próprio mundo assimilado por nós, mas não desnaturado. Ele e o nosso espírito são idênticos ou a mesma energia em vários modos de actividade. O inteligente é o inteligível, o sujeito é o objecto; e a imagem duma árvore, na memória, é a mesma árvore desdobrada… O esquecimento murcha-lhe as folhas; e a lembrança reverdece-as. A saudade duma pessoa querida é o seu mesmo corpo tornado incorruptível. E na saudade de Deus perpassa divina sombra…” - Teixeira de Pascoaes, O Homem Universal, Lisboa, Edições Europa, 1937, p.43.

Manuel Alegre

Moonlight, 1901  Frank Weston Benson (1862- 1951)


«Há mortos que demoram a morrer
é inútil sepulta‑los eles voltam
demoram‑se por vezes numa sombra
num braço de cadeira ou no rebordo partido
de uma chávena. Ou então escondem‑se
em pequenas caixas sobre as mesas.
Há objectos que ficam cheios deles
são como o rosto transmudado dos ausentes
sua marca na casa e no efémero.

Por isso custa tanto retirar o prato e o talher
arrumar os fatos desfazer
a cama. Há mortos
que nunca mais se vão embora.
Há mortos que não param de doer.»

Requiem in Coimbra Nunca Vista

Grãos!

Quero dar-te a coisa mais pequenina que houver
bago de arroz
grão de areia
semente de linho
suspiro de pássaro
pedra de sal
som de regato
a coisa mais pequena do mundo
a sombra do meu nome
o peso do meu coração na tua pele.

Rosa Lobato de Faria

Revista Bula

Gosto de Lisboa!

Uma cidade branca

cs

excitação biológica, pp.039 de 533

"Quantas Línguas existem? As suficientes para não as conseguirmos contar. E em cada uma delas se pensa. Mais: em cada uma delas se pensa como em nenhum sítio, neste caso, como em nenhuma Língua.
Nesse sentido, a questão da tradução pode ser vista num âmbito mais físico, mais biológico, como na abordagem de Nietzsche: O que é mais difícil de traduzir de uma língua para outra é o ritmo do seu estilo, (...) ou, para me exprimir mais fisiologicamente, o ritmo médio do seu "metabolismo".
Cada Língua é um percurso de excitações biológicas; no entanto, mais do que se pensar - visão perigosa - em organismos que determinam certas Línguas, devemos pensar no inverso: a Língua, a forma como as palavras se dizem, determina o matabolismo. Uma palavra dita resulta e é resultado de um esforço fisiológico, esforço aperfeiçoado geração após geração, sendo que agora a sua dificuldade não se nota.
É importante assinalar que se investiga -quando se investigam ideias - numa Língua.
Cada Língua po…

Nina Simone - Everything Must Change

Written by Benard Ighner
(1978) 


Everything must change
Nothing stays the same
Everyone will change
No one, no one stays the same

The young become the old
And mysteries do unfold
For that's the way of time
No one, and nothing goes unchanged

There are not many things in life one can be sure of
Except rain comes from the clouds
Sun lights up the sky
Hummingbirds fly

Winter turns to spring
A wounded heart will heal
Oh but never much too soon
No one, and nothing goes unchanged

The young become the old
And mysteries do unfold
For that's the way of time
No one, and nothing stays unchanged

There are not many things in life one can be sure of
Except rain comes from the clouds
Sun lights up the sky
Hummingbirds fly

Rain comes from the clouds
Sun lights up the sky
Hummingbirds fly

Rain comes from the clouds
Sun lights up the sky
Hummingbirds fly

Everything must change