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Mensagens

Vinicius. 100 anos

ONDE ANDA VOCÊ
(Vinicius de Moraes, Hermano Silva)

E por falar em saudade 
Onde anda você 
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer

E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você

E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

Entre subjetividades e pós - modernidades

"Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair assim num poço de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê."
- Caio Fernando Abreu, fragmento do conto "Nos Poços". em: O Ovo Apunhalado. 4ª ed. São Paulo: Siciliano, 1992, p.19.

19 de Outubro!

até!!!

Pu****que os Pariu!!!

Vivemos uns tempos deveras estranhos. Passou a ser aceite por quase todos o seguinte quadro:

Despede-se os pais; não existe hipótese de emprego para os filhos; retiram-se os rendimentos aos avós
Alguém me explica o que se passa? Alguém me explica o que fica.
Ficam os  privilegiados que têm emprego mas não ganham para viver.
Alguém me explica como, mesmo assim, as sondagens dão aumento de tendência de votos aos PSD e ao CDS?


Blue Moon

(roubado a uma amiga no FB)
Catarina Ivone : olá. sim, claro, o filme é ela. a sua melhor cena (para mim), com a interp mais adequada ao que se esperaria de uma mulher da condição dela numa situação daquelas, é quando é assediada pelo dentista. noutras tive sp a sensação de que um cadinho mais e era overacting, o que me incomodou. mas é sem dúvida uma das suas mais impressivas interpretações (embora em Elizabeth e Notes of a scandal tenha estado mt, mt melhor - sublime). qt ao filme propriamente dito, é acerado. e usa algo que, se não me falha a memória, é inédito em woody allen: ir-se desvelando a história e, essencialmente, a protagonista, progressivamente. com uma série, pt, de twist-points. achei interessante. pq é esse o mecanismo que mais perturba o espectador (o hitchcock era mestre nisso).
o que mais incomoda neste filme é que não há um único personagem com o qual possamos criar empatia (contrariamente a todos os outros filmes dele, ou seja, mais uma novidade). o deserto emocion…

A soma de momentos!